A produção de lágrimas diminui na terceira idade.

A produção de lágrimas diminui na terceira idade. Você sabia?
“Aos 65 anos uma pessoa produz 60% menos lágrimas do que aos 18.
Dados da Associação Brasileira de Portadores de Olho Seco – APOS
A lágrima tem a função de lubrificar e nutrir a superfície ocular, colaborando na captação de oxigênio do ar para a córnea, além de ter papel importante na regeneração de lesões nos olhos e proteger da ação de bactéria e partículas de poeira. A falta dela pode causar uma doença crônica chamada síndrome do olho seco, que ocorre quando há diminuição ou má qualidade na composição da lágrima. Os sintomas do olho seco são: ardor, irritação, sensação de areia nos olhos, dificuldade para ficar em lugares com ar condicionado ou em frente do computador e olhos embaçados ao final do dia.
A exposição em excesso à TV, computador, poluição, medicamentos  ( anti-histamínicos, e antidepressivos), uso incorreto de lentes  de contato, trauma ( queimaduras térmicas e química ), doenças reumatológicas e outras doenças  do sistema imunológico ( Penfigoide, síndrome de Stevens Johnson ) também são relacionadas como causas da doença, que atinge  quase  20 milhões de pessoas no Brasil.
“Noventa por cento dos casos da síndrome do olho seco podem ser tratados com uso de colírios de lágrima artificial e outros tratamentos clínicos. Porém, em casos mais graves em que não  há produção de lágrima, uma das soluções é o transplante da glândula salivar.”
Nos casos diagnosticados com a síndrome do olho seco, alguns cuidados especiais precisam ser observados. Caso contrário, a córnea e a conjuntiva podem ser danificadas.
. Evitar apertar os olhos;
. Não coçar os olhos;
. Evitar vento direto no rosto;
. Proteger os olhos usando óculos, quando andar na rua;
. Usar lágrimas artificiais e colírios, mas somente com prescrição médica;
. Evitar muitas horas em ambiente com ar condicionado.
Para evitar a evaporação excessiva da lágrima, medidas como o uso de óculos especiais com proteção lateral, umidificadores de ar e o fechamento adequado dos olhos durante o sono podem ajudar.
 
 
Idade avançada e menopausa também podem estar relacionadas à síndrome do olho seco!
. Estudos realizados até agora indicam que 90% dos casos estão ligados à redução natural da produção de lágrimas como consequência do envelhecimento. A prevalência é maior no sexo feminino, e o problema é agravado na menopausa devido às mudanças hormonais.
. Nos Estados Unidos, a doença afeta 3,2 milhões de mulheres a partir da meia-idade (40 anos).
. Estudo realizado por médicos de Boston, nos Estados Unidos, conclui que mulheres na pós-menopausa que tomaram estrógeno ( hormônio feminino  ) têm 70% a mais de chance de desenvolver a chama síndrome do olho seco do que as outras que nunca tomaram o hormônio. Entre as que ingeriram o estrógeno e progesterona, as chances cresceram 30%.
. Mais de três milhões de mulheres que passaram da menopausa podem estar sofrendo com os sinais de ardor, irritação, sensação de areia nos olhos, dificuldade para ficar em lugares com ar condicionado ou em frente do computador e olhos embaçados ao final do dia.
Fonte: Site Dr. Visão
 
Fique atento: A lágrima tem grande importância para o olho e para a visão!
A Associação dos Portadores do Olho Seco indica atitudes diárias que os  portadores da doença podem adotar:
. No caso de o paciente fazer uso de lágrimas artificiais mais de 4 vezes ao dia, evitar as contenham, conservantes;
. Nos casos mais graves, para dormir, usar pomada lubrificante de vaselina oftálmica sem preservativo para aliviar a secura dos olhos;
. Quando dormir em ambiente com ar-condicionado ou com ventilador, usar máscara sobre os olhos para protegê-los.
 
Qual o tratamento indicado para pessoas com olho seco?
Basicamente, é feito tratamento dos sintomas:
. Suplementação da lágrima: lágrimas artificiais para aumentar a umidade da superfície ocular e melhorar a lubrificação. A apresentação pode ser na forma de colírio ou gel;
. Preservação da lágrima: a oclusão temporária ou definitiva dos pontos lacrimais;
. Estimulação da produção da lágrima: alguns medicamentos aumentam o lacrimejamento, mas podem gerar efeitos colaterais que limitam a sua  utilização;
. Terapia anti-inflamatória: uso de colírio de corticoide tópico ou de imunomoduladores, com o objetivo de diminuir o efeito do processo imune nas glândulas lacrimais e superfície ocular;
. Ácidos graxos essenciais: a suplementação alimentar com ácidos graxos, na forma de óleo de linhaça ou óleo de peixe, é uma alternativa útil no tratamento de olho seco. Por possuírem ação anti-inflamatória, melhoram a qualidade da porção lipídica da lágrima.
 
Vaidade pode levar à cegueira!
“Eu perdi 70% da visão. Não posso dirigir, nem trabalhar. Não consigo ler. Eu não consigo usar o computador. Eu não tenho mais uma vida normal. Me tornei uma pessoa incapaz.”
Este é o depoimento de uma escritora de 35 anos, brasileira, que passou por uma cirurgia de mudança de cor dos olhos a convite de um cirurgião plástico, para quem trabalhava na época. A cirurgia foi realizada no Panamá e amplamente divulgada pela mídia. Antes do procedimento, ela usava lentes de contato azuis.
Pra a troca da cor dos olhos é usada uma técnica desenvolvida pelo oftalmologista panamenho Delary Kahn (2002). O procedimento é realizado no Panamá porque é proibido no Brasil por determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que o considera experimental e de alto risco. A técnica consiste em inserir uma lente de silicone atrás da córnea e na frente da íris. Segundo especialistas, o procedimento, que é puramente estético, aumenta a incidência de glaucoma, inflamação crônica na íris, lesão na parte interna da córnea e descompensação da córnea, com grande possibilidade de o paciente ficar cego.
A cirurgia é proibida pelo conselho Federal de Medicina! Sua realização fere o código de ética médica porque não cumpre uma resolução do Conselho Federal de Medicina que determina que novos procedimentos sejam aprovados pela entidade.
Motivado pelo número de pessoas que sofrem complicações com a técnica de mudança de cor dos olhos, o oftalmologista americano David Ritterband estudou os casos dos pacientes que precisaram tirar os implantes. Em suas observações, ele identificou córneas inchadas, pressão ocular alta e glaucoma. Essas pessoas estavam em risco de perder a visão, caso não tivessem buscado ajuda a tempo.
Além do perigo de provocar problemas oculares graves, no Brasil o Conselho  Federal de Medicina não aprovou a cirurgia. O órgão informou que o procedimento ainda é experimental e possui pouca referência na literatura médica.
O uso de laser é adequado para recuperar a visão ou evitar a perda em pacientes  com a diagnóstico de catarata ou miopia. No caso do uso para fins estéticos há grandes chances de problemas futuros  em uma visão saudável.

Mudando a cor dos olhos por laser
Outra técnica para mudar a cor dos olhos foi desenvolvida pelo médico e cientista Gregg Homer e consiste em retirar da íris a melanina – substância responsável pela cor escura dos olhos – para que a pessoa fique com olhos azuis. De acordo com o médico americano, a transformação não tem efeitos colaterais. Mas, na opinião de especialistas brasileiros, a aplicação do laser pode causar irritação na íris, podendo evoluir para problemas graves como:
. Glaucoma: porque os resíduos do pigmento retirado permanecem nos olhos e podem obstruir os vasos sanguíneos levando ao aumento da pressão intraocular;
. Catarata: o procedimento afina a íris deixando o cristalino mais exposto, aumentando a penetração de luz, predispondo ao aparecimento de catarata precoce, resultado do excesso de radiação ultravioleta.

Lentes de contato
A melhor, e mais indicada, opção para mudança da cor dos olhos é a adaptação lentes de contato coloridas.
Mas é importante saber que o acompanhamento com oftalmologista é fundamental. Por ser uma prótese sempre vai haver riscos, mas as lentes representam um risco menor e mais conhecido.
O uso indevido de lentes  de contato, inclusive as coloridas, aumenta os casos de problemas de saúde ocular que vão parar em clínicas e consultórios.
As principais recomendações são:
. Manusear as lentes com as mãos bem limpas;
. Lavar com produtos específicos;
. Trocar no período correto, não dormir com as lentes;
. Não compartilhar com outras pessoas, o uso individual;
. As lentes coloridas também devem ser prescritas pelo médico.

Um alerta!
Os pacientes que tiverem sequelas após o procedimento devem denunciar o oftalmologista responsável pela condução do atendimento, além de procurar ajuda de outro especialista a fim de evitar que as lesões se tornem irreversíveis.
 
 
 
 

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